quarta-feira, 19 de maio de 2010

O caso Lucas Terra


Data do Ocorrido: 21/03/2001

Localização: Salvador (BA)

Data de Nascimento: 19/10/1986 (14 anos)

Data de Falecimento: 21/03/2001

Sexo: Masculino



Carlos Terra e Marion Terra são os pais do menor Lucas Vargas Terra, assassinado em 21/03/2001.


Segundo Laudo da Policia técnica, na ocasião dos fatos, Lucas Terra, estudante de catorze anos de idade, foi queimado vivo, após ter sofrido (entre outros) violência sexual.

Após detalhada investigação, a policia baiana, concluiu que o autor do crime, seria Silvio Galiza, "Pastor de uma Igreja" que o menino Lucas Terra frequentava.


Pelo relatório final, evidenciou-se que Lucas Terra teria sido amarrado e amordaçado para não gritar e colocado dentro de uma Caixa de Madeirit. Em seguida, conforme informações de Carlos Terra (Pai de Lucas Terra) e relatos de Galiza, o autor do crime supostamente acompanhado de mais duas pessoas, que se identificavam igualmente como pastores, carbonizaram o corpo do garoto para encobrir os Vestígios de Pedofilia.


O pastor acusado de participar do assassinato do adolescente Lucas Terra, em 2001, foi beneficiado com o regime semi-aberto. A defesa de Silvio Roberto Galiza conseguiu a transferência do regime fechado para o semi-aberto na Colônia Lafayete Coutinho, junto ao juiz José Carlos Rodrigues do Nascimento, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça.


Galiza cumpria pena em regime fechado há quatro anos e seis meses. Apesar de a decisão ter sido publicada no Diário Oficial do Judiciário, a transferência ainda não havia sido realizada por causa greve dos agentes penitenciários, que foi suspensa no início da noite de (17/06/2008).


Em junho de 2004 foi proferida ao acusado uma sentença de 23 anos e quatro meses de prisão. Um segundo júri ocorreu e a pena foi reduzida para 18 anos. Em 2007, o Tribunal de Justiça da Bahia reduziu o tempo de reclusão para 15 anos.


Galiza confessou ter participado do assassinato de Lucas Terra no dia 21 de março de 2001. O menor foi violentado sexualmente e em seguida teve o corpo carbonizado em um terreno da Avenida Vasco da Gama. Mais dois integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus são acusados do crime.


Carlos Terra e Marion Terra passaram a se dedicar em tempo integral para que o assassinato do filho, não caia jamais no esquecimento, bem como tentam exemplificar a cruel capacidade que pode colocar qualquer um de todos, em condição desumana. Onde a Justiça nem sempre é feita para punir os autores corretamente e na medida da gravidade do delito.


Carlos Terra escreveu um livro: Lucas Terra: Traído pela obediência.

E já há muito busca uma editora para lançar o livro, que foi produzido de forma independente. Um dos maiores objetivos da obra literária é arrecadar fundos para a formação da "LUTE" - Centro Lucas Terra de Proteção às Vítimas de Violências.

Fonte


Thays Coppola Rupp



Data do Ocorrido: 05/11/2002

Localização: Paraty (RJ)

Data de Nascimento: 22/05/1983 (19 anos)

Data de Falecimento: 05/11/2002

Sexo: Feminino


Thays Coppola Rupp, 19 anos, estava grávida de dois meses quando desapareceu em Paraty, Rio de Janeiro, em 05/11/2002, após um passeio com o namorado, Visuambhara Dasa Gutierrez Vargas, principal e único suspeito do assassinato.


Desde então, sua mãe, Maria José Coppola, iniciou as buscas por conta própria sendo ameaçada diversas vezes por desconhecidos. Chegou até a informação de que viram sua filha sendo enterrada e dando-lhe as coordenada da cova. Mas não resultando em nada.


Os restos mortais de Thays Coppola e um saco com sua blusa e roupas íntimas as quais foram reconhecidos pela mãe, Maria José Coppola, foram encontrados, em 08/04/2004, em um mangue, por um pescador, próximo ao Camping da família do namorado.


Thays Coppola foi enterrada em Campinas SP em 18/04/2004 ao lado de seu pai.


Em 29/10/09 o único suspeito de tê-la matado, Visuambhara Dasa Gutierrez Vargas, conhecido por Nimai, foi pronunciado por crime Hediondo e vai à júri em Parati, Rio de Janeiro, que será marcado em breve.



Fonte


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Caso Chico Picadinho

Caso "Chico Picadinho": Foi no dia 3 de agosto de 1966, cerca de 38 anos que a bailarina austríaca Margareth Suida foi encontrada estrangulada com um cinto preto de couro na banheira de um apartamento na rua Aurora na região central da cidade de São Paulo. O corpo foi achado totalmente mutilado.

O apartamento que o corpo foi achado pertencia a um vendedor de livros e consórcio chamado Francisco Costa Rocha. Eles se conheceram horas antes do crime em um bar localizado na região central de São Paulo. Francisco convidara-a para ir à seu apartamento e obteve com resposta sim. Após cometer o delito Francisco lavara-se e fora a procura de um amigo para confessar-se. Após confessar-se pedira dinheiro emprestado para comprar uma passagem de ônibus para o Rio de Janeiro, onde tinha família. Logo após o embarque de Francisco o médico (amigo de Francisco) denunciou-o.

Dois dias depois Francisco foi preso em um apartamento em Copacabana. O assassino confessou o crime após a chegada em São Paulo. Ele não soube explicar porque esquartejou o corpo. Foi condenado, então a 17 anos de prisão.

Ao logo do tempo na cadeia ele foi comutado várias vezes por bom comportamento. Ele casou-se até com uma russana cadeia a ex-faxineira do apartamento da rua Aurora. Eles tiveram uma filha. Francisco foi solto antes de cumprir toda a pena (8 anos de cadeia).A libertação foi possível com o aval de psiquiatras e peritos forenses. Eles atestaram que Francisco Costa Rocha estava recuperado e apto para voltar a viver em sociedade. Ele se separou da mulher antes do nascimento da filha.

Dois anos depois de ser libertado ele voltaria atacar. No dia 14 de setembro de 1976 ele tentou matar por esganadura a prostituta Rosemarie Michelucci em um hotel na zona leste de São Paulo. A mulher gritou e lutou muito, ela conseguiu escapar.

No dia 16 de outubro de 1976, Francisco Costa Rocha estrangulou e esquartejou outra mulher, a prostituta Angela de Souza da Silva, conhecida como a "moça da peruca". O crime aconteceu em um apartamento na avenida Rio Branco, centro de São Paulo, região da "Boca do Lixo" que Francisco Costa Rocha dividia com um amigo. Ele tinha conhecido a prostituta horas antes em um bar na "boca do lixo". Após o crime, ele voltou a fugir para o Rio de Janeiro e foi preso 28 dias depois em uma praça de Duque de Caxias na Baixada Fluminense quando lia uma revista que relatava sua vida de crime. Ele foi condenado novamente. Somando os dois delitos, ele já cumpriu 35 anos de condenação. Continua preso até hoje no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. Deveria ter sido colocado em liberdade em 1998. A legislação estabelece que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos. Com base em laudos médicos e psiquiátricos, o Ministério Público de São Paulo conseguiu a interdição de "Chico Picadinho" na Justiça Civil. O motivo e que Francisco Costa Rocha é incapaz de gerir seus próprios atos e se for solto voltará a esquartejar e assassinar outras pessoas. Ele cumpre uma espécie de prisão perpétua.